Nossa Visão

Definimos Wicca como: “Religião pagã, sacerdotal e iniciática, em que se cultuam a Deusa Tríplice e Seu Consorte, o Deus Cornífero, seguindo celebrações sazonais da lua e do sol, incluindo a prática de magia natural e seguindo o norteamento ético representado pela crença na Grande Teia, Conselho Wiccaniano e pela Lei Tríplice".

Wicca é a bruxaria moderna, que tem como preceitos básicos ser uma religião onde o valor maior é a vida, respeitando todos os seres e reconhecendo em nosso planeta e em tudo que existe o Corpo da Deusa que cultuamos.  Muitas formas e práticas mágicas ou religiosas são chamadas pelos leigos de "bruxaria", assim, o termo se toma equívoco.  

Considerando que "bruxa" é a tradução em língua portuguesa para a palavra "witch", utilizamos a nomenclatura brux@-s para nos designar, porém, a cada dia vemos crescer a conveniência de utilizar a expressão "bruxaria wiccaniana", para distinção de outras formas de pratica mágica que não sigam nossos preceitos básicos. É preciso compreender que muitas pessoas distinguem witchcraft – que seria a bruxaria antiga – da Wicca apresentada por Gerald Gardner em 1954. Cremos que a Wicca é uma nova apresentação da mesma antiga bruxaria, assim wicca e witchcraft, em essência seriam a mesma coisa.

Porém, muitos adeptos do Craft  inglês, os chamados Cunning Men  and Women, não aceitam que wiccanianos sejam praticantes da Arte dos Sábios. A confusão aumenta porque muitas pessoas e grupos passam anos se denominando wiccanianos e depois, por razões variadas, acabam se denominando witches... Ou vice- versa. Difícil compreender as muitas vertentes existentes. No entanto, quando alguém se denomina Wiccaniano podemos saber com mais segurança que segue alguns norteamentos éticos bem conhecidos. 

Nossa tradição é Wiccaniana e Diânica, ou seja, há mais ênfase na Celebração da Deusa que do Deus, embora nosso culto seja bastante equilibrado, com a invocação do Deus Cornífero em todos os rituais. O que nos define como Diânicos, porém, é nossa crença de que a Deusa Criadora é o Todo, a Divindade Primordial, ou seja, o próprio Deus de Chifres é uma parte da Deusa. 

Nossos grupos podem ser exclusivamente femininos ou mistos. Não há grupos apenas masculinos. Recebemos indistintamente homens e mulheres para treinamento sacerdotal e ambos podem chegar ao cargo de Alta Sacerdotisa ou Sacerdote e se tornarem Iniciadores. Cremos que o Divino Feminino e o Divino Masculino se expressam integralmente  em  todos os gêneros e não literalizamos a polaridade de acordo como o sexo d@ Sacerdotisa/Sacerdote, como fazem algumas tradições.

As bases de nossas celebrações são o Calendário Ogham/ Beth- Luis- Nion, com as chamadas Ogham Moons e nossa celebração acontece dentro do Círculo das Treze Pedras, cuja liturgia é reservada aos Iniciados e que evoca a nossa linhagem materna até a Deusa Dannu, com ênfase na redescoberta e nossa ancestralidade espiritual e de sangue.

Dannu é nossa Grande Mãe, a fonte e a inspiração de toda a nossa Tradição, e como tal, somos devotos de todos os Deuses Thuatha de Dannan e temos ênfase grande no trabalho com o Povo de Sidhe ou Povo das Fadas. Toda nossa liturgia se remete a Elfame e Dannu como fonte primordial, embora celebremos a Deusa e o Deus em todos os panteões pagãos reconhecidos pela humanidade.  Saiba mais sobre celebrações panculturais aqui.

Celebramos os 8 sabbats honrando o Ciclo Solar, mas dentro da visão Diânica do mesmo, como o Ano Duplo.

Vemos a Wicca como a Bruxaria Moderna e não definimos nossa visão da bruxaria aos parâmetros Gardnerianos. A Wicca de há muito ultrapassou esses limites e hoje a base da prática wiccaniana é a Tealogia – o estudo da Deusa e seu culto.

Consideramos que são básicas na definição de uma prática wiccaniana os seguintes requisitos, que também são chamados Dogmas Wiccanianos (no sentido de requisitos inafastáveis) : 

- O Culto à Deusa Tríplice e Seu Consorte;
- O sacerdócio pessoal, sem intermediários;
- A crença no eterno retorno;
- As celebrações conforme os ciclos da natureza;
- A Grande Teia.

Nosso treinamento dura em média de 2,5 a 3 anos até a Iniciação, com marcada ênfase no autoconhecimento de desenvolvimento pessoal como forma de conhecimento profundo e vivencial dos Deuses. Além disso, nossa Tradição é fortemente DEVOCIONAL, incentivando o culto à Divindade em suas múltiplas formas, no dia a dia.

Consideramos os feitiços parte integrante e indivisível da vida de uma bruxa ou bruxo, assim não temos preconceito com a utilização da magia, embora tenhamos forte conscientização na responsabilidade que isso acarreta. Não formamos bruxos “castrados” em sua ânsia de fazer feitiços, pelo contrário, incentivamos sua prática sabendo bem que cada um aprende com seus erros e define sua ética pessoal com a ajuda deles. Não obstante sabemos também que “às vezes magia funciona, às vezes não” e, pois, ela não pode ser nosso modo principal de encarar os problemas da vida, embora seja uma mão na roda ... ;)

Mantemos nossas práticas nos moldes das tradições de mistérios, crendo que a cada pessoa os Deuses reservam experiências pessoais intransferíveis, apesar das práticas em grupo.

Hoje definimos o Método da TDB como um sistema de Bruxaria Luciferiana, uma forma de gnose pagã onde a Divindade é alcançada pelo caminho da autoconsciência.

Cremos que cada pessoa constrói solitariamente seu caminho com a Deusa, mesmo que pertença a uma Tradição, então entrar na TDB não significa deixar suas práticas solitárias, muito pelo contrário, elas precisam aumentar se você quiser pertencer a um de nosso grupos.

Encorajamos todos os nossos membros na prática de atividades de defesa do meio ambiente, práticas de sustentabilidade, engajamento em questões de gênero ou no dialogo inter-religioso. Cremos na responsabilidade do sacerdócio na sociedade, como mola transformadora e curadora da Terra.

Temos especial apreço pelo paganismo da Terra Brasilis, honrando as Deusas e Deuses indígenas Brasileiros, e os Espíritos Ancestrais Desta Terra.